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domingo, abril 25, 2010

Em Círculo


Não acredito em coincidências e sim em sintonia e sincronia.

Recebi esta semana 5 e-mails, de diferentes mulheres, de diferentes países, com a mesma temática: a questão dos grupos femininos e os empecilhos, que elas viveram no fazer desses grupos, quanto à desarmonia e cisões.

Eu mesma já vivenciei isso em grupos virtuais.
E sim, isso quase  me fez desistir de manter-me em grupo aqui na internet.
Mas graças aos Deuses (eu acho) sou daquele tipo de mulher que uma boa noite de sono deleta as mazelas do dia anterior, assim continuei "buscando casa" por aqui. E achei.

Logo achada a casa, sincrônicamente surgem esses mails. E logo quando a pauta no meu grupo é a dinâmica de grupos femininos sejam in loco ou virtuais.

Essas mulheres mesmo que usando idiomas diferentes falam do mesmo: a insegurança em confiar e abrir a alma para outras, o medo da rejeição, o não saber lidar com guerras de egos, o engolir muitos "sapos" e depois apenas desistir.

Lembrando da minha vivência e das palavras que uma das mulheres (alguém muito especial) com a qual dividi espaço em grupo, naquela vez me disse, coloquei o que eu pensava.

Penso que o diálogo é base.
Que sempre podemos dar uma chance a nós e a outras.
Penso que perdoar é seguir em frente sem ignorar a outra parte.
E nisso sem ignorar a si mesmas, engolindo "sapos".
E assim ao perdoar e seguir em frente, damos chance ao grupo, a nós, e afastamos o medo.
Li uma vez que quando per-doamos não sentimos mais a necessidade de ignorar.
Que ao não sentir mais isso, comprovamos que a ferida fechou. E que há um caminho pela frente mais leve.



E que principalmente deixamos a nós mesmas livres desse fardo enfadonho, do "ter que" estar mal com alguém, pensar mal desse alguém, falar mal.

Eu não entendo o perdão como algo negativo.
Não o vejo como fraqueza, fragilidade, nem incapacidade de impor pensamentos seus.

Mas até ver isso assim eu penei.
Por que fui condicionada em família a ver o perdão como fraqueza.
Por que cresci com esse valor em mim.

Mas nada é em vão, penso eu.

Então foi isso o que passei no meu mail, nos meus cinco mails de resposta.

Entretanto ficou a preocupação quanto a saber o que ocorre...
O que está nos acontecendo?
Por que conviver em grupo é tão difícil?
Principalmente se em tese estamos ali pessoas que possuem um denominador comum forte?
Por que optamos por enxergar à outra como rival? Como espelho negativo? Como vampiro energético?

Faz 3 semanas decidimos eu e mais uma outra Bruxa, que iríamos encarar as mulheres daqui da Ilha e conclamá-las a sentar em Círculo. Seja para o que for.
Mas doando um tempo para nós. Fêmeas feministas, Bruxas buscadoras.

Simultâneamente a isto, num pequeno grupo misto (não espiritual), uma vez por semana, por apenas 30 minutos, sentamos em círculo e nesse "jogar conversa fora" atualizamos nossas informações quanto a todos.

Damos imensas gargalhadas, contamos piadas, e percebemos que naqueles poucos minutos, deixamos vir a tona um lado que nos 7 dias de intervalo quiçá não deixaremos sair: o lado criança, sem preocupação pelo que a pessoa ao lado irá pensar de nós.

Se funciona em um grupo de homens e mulheres, por que não pode funcionar em outros?

Eu confio em que essas mulheres irão encontrar um caminho.
Eu confio em que tudo aqui irá dar certo! Acontecer e ser!

Boa sorte para todas nós!

Grata,

Luciana Onofre

4 comentários:

  1. Conviver é difícil sem saber coisas simples.
    Também acredito em Sintonia. :)

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  2. Difícil pra quem não tem foco.
    Se você se deixa levar por coisas mesquinhas, acaba se perdendo entre o que realmente importa e o que aquele "diabinho" quer - implicar, falar besteiras.
    Um grupo só vai pra frente, quando há pessoas maduras o suficiente pra ultrapassarem as diferenças entre pessoas - diferenças que existam até de forma chata, irritante, com briguinhas.
    Essa maturidade, uma vez que alcançada, não acaba, mas precisa estar em constante prática pra não enferrujar.

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  3. Sou abençoada em dobro!
    Com vcs três e nosso grupo de mais moças, e aqui com minha amiga e nosso projeto..
    e é claro o grupo semanal mix.!

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Luciana Onofre

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“La Diosa que hay en mi, contempla a la Diosa que hay en ti”