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terça-feira, setembro 04, 2012

um adeus e até lá


Grata a todos os seguidores do Virgo Sum, muito grata!

Desde hoje, 04/09/2012 este blog fica aqui em aberto para suas leituras, porém minha escrita se dá em outro canto: 





Os espero por lá!

Luciana Onofre

quinta-feira, junho 28, 2012

orilla abajo


en la orilla 
observo la nada
que de la orilla me espera,
con un viento sin aire
que repite sin cesar mi nombre
y que sin notar dejé de conocer
al no saber más lo que soy
quién fui.
en la orilla sigo sentada
mirando sin ojos
al corazón sangriento
que orilla abajo se despedaza
y grita el nombre del pecho
que abandonó:
el mío…
luciana onofre

segunda-feira, junho 04, 2012

Statu variabilis





Que há ciclos para tudo, todos sabem.

Que eu aprecio compartimentar aspectos da vida, os mais chegados também sabem.

Creio que com meu "encerrar" o Germinando [não deletei, fechei], ficou um nicho pairando sem casa, aquele aonde falar de mim sem buscar nada além do poder falar de mim, de como penso e me penso, como vejo o mundo, como o mundo me acontece.

Virgo Sum vai mudar nesse sentido.
Vou discorrer de tudo isso e mais do que eu entenda como sagrado.

Quando vamos contando anos não apenas eles passaram, mas após os 40 sinto que veio com eles um não desejar mais pelejar, esforçar-me em vão.

Não me entenda então o mundo como desejando me ver livre dele, mas sim como desejar este meu ciclo num patamar aonde qualquer esforço deve fazer por merecer.

Ando assim, sem dispender mais energia para com situações ou pessoas que se mostram "difíceis" para acontecer.
Se for para ser que tudo seja, senão, fico aqui apenas observando as danças das cadeiras, e analisando os novos ocupantes.

Creio que isso tenha a ver com o peso que dei e dou às coisas.

Longe de mim desmerecer o valor que cada um carrega em si, mas mudei o valor que eu dava ao esforço que se ocorria em manter pessoas por perto, em manter amizades vivas.
Creio que coisas assim ou nascem e crescem por sua natureza benévola ou não.

Se você se descobre tendo que fazer muito esforço, percorrer muitas rotas, é sinal de que algo não anda bem.

Não é cansaço de pessoas, mas sim das dinâmicas que as envolvem, não cansei de pessoas, cansei do que elas não fazem.

Uma das coisas nas quais em me percebi temerosa foi a dupla magia/tarot.
Muitas vezes elas atraiam pretensas amizades que no final das contas se nutriam disso, e não da amizade.
Ou seja, enquanto eu útil como magia/tarot tudo ia bem...
E algo do qual não desejo cansar é da minha magia e do meu tarot.

Gosto das coisas sólidas, todas, amizades, amores, casas, pessoas, desejos...
Daquelas que se mostram tênues eu decidi não mais apostar nada nelas.

Afinal a maturidade não deve vir em vão.

Bem-vindos ao meu novo mundo.

Sempre grata,

Luciana Onofre



segunda-feira, maio 21, 2012

pessoal


Em fim, [às vezes penso que sou lida no pensamento], passou a Segunda Vermelha, e eu não escrevi sobre menstruação.

Escrevi dois anos seguidos. Nos que eu imbuída de n energias me senti inspirada a participar.

Este ano não.

Vejamos por que: o projeto é centrado no aspecto sagrado que mulheres percebem e apreendem no ato de menstruar, no seu sangue.
Por ser algo sacro para muitas pensei ser respeitoso da minha parte esperar e não mais discorrer pensando na premissa proposta pelo projeto. 

Mas por quê? Bom por neste meu hoje encarar novamente a menstruação como algo pessoal e político. E não como é visto por muitas.

Eu encaro como manifestação biológica do meu corpo, dum corpo não grávido saudável, e que precisa ser excluído do mundo tabú do homem e mulher machista/patriarcal. 
Encaro como ciclo e passagem a sua presença, a sua ausência e a sua suspensão final.

Por pensar na menstruação como algo subjetivo e pessoal, a penso como algo político. Que deve ser respeitado, e não tido como marca de inferioridade feminina.
Algo que me diferencia do corpo masculino também. 
E que o masculino encara muitas e muitas vezes como secreção suja, como dias negros, como mote para denominar a mulher de neurastênica, louca, instável.
E daí que é questão do meu político, do meu ser como individuo igual ao masculino, e merecedor de respeito e honra.

Mas não encaro esse sangue como material/objeto/signo sagrado. Não apenas, a menstruação é uma parte de mim, eu sou o todo.

Creio que todo meu corpo é sagrado. Da ponta do meu cabelo à última unha do meu pé. Do meu interior ao meu exterior.

Sou sim Theateísta, e penso que  o fato de não celebrar o sangue meu como o celebram outras mulheres pagãs não é demérito, nem me faz menos Delas.

Penso sim que externalizo algo que faz parte do que eu creio e como encaro ao meu corpo.

Menstruar é um ciclo humano do meu feminino, assim como o será a menopausa, e é o ciclo como período/fase/etapa, o que eu vejo como importante. Por que um ciclo sempre delimita parte duma vida. Sempre marca começos e finais. 
Mas não mais importante do que minha fase mãe, minha fase mulher madura, minha fase de jovem adulta faz alguns anos atrás, nem o será quando chegar minha vez de ser avó...

Se você tiver tempo e vasculhar neste blog verá que não estou sendo incongruente, que não mudei da água pro vinho, que sempre minha fala correu dentro desta pauta, que aqui exponho, quanto ao menstruar.

Admiro e respeito as fêmeas que se engajam em sacralizar seus sangues, e considero que a coexistência da minha postura com a delas é saudável.

Me percebi não tendo a postura que vi em outras, de engajamento efusivo pelo seu sangue, pela segunda vermelha, pelo menstruar. 

Congruente então é finalmente compartilhar com você, que por ventura me leia, o que é e não é minha menstruação para mim.

Lo personal es político.

Grata,

Luciana Onofre




MM

terça-feira, maio 15, 2012

domingo, novembro 27, 2011

claro-escuro


há dias em que sinto que meu altar precisa ficar sem luz, as velas que vira-e-mexe tenho por lá, ao findar, não reponho.
eu sei que há muitas crenças aonde a luz deve sempre estar ali, ardendo, iluminando, e claro que eu amo velas, lidar com elas, fazer bruxaria com elas.

mas é assim, eu sinto que o altar pede por alguns dias escuridão, não é acaso que isso se faça sentir no período da Lua Negra.

o limpo, arrumo, e deixo assim. então um dia sem plano algum, ele me diz, me faz sentir, que é tempo da luz novamente.
pode ser que isto seja apenas coisa minha.
pode ser que isto estranhe a muitos, mas eu pauto muita coisa, muito do que faço no âmbito da minha vida espiritual nisso: no que as coisas me fazem sentir, me fazem saber.

eu sinto por outro lado, que minha fé anda sussurrando algo: sistematize... e entendi e entendo que quiçá se refira a começar, iniciar uma prática mais frequente, ou a erigir meu lararium, um altar para Vesta, um nicho dedicado aos meus Deuses Celtíberos... pode ser que seja isso.

hoje é tempo do altar ficar em descanso, descansar da luz.

sempre grata,

luciana onofre

quarta-feira, outubro 05, 2011

Deidades Femininas Romanas na Hispania



Potnia Theron


Tanit

Fonte: Celtiberia
Autor: Vázquez Hoys, A. Mª y Poveda Navarro, A. Mª
sábado, 28 de enero de 2006
Sección: 
Roma y Grecia en Celtiberia


Al estudiar la religión romana en Hispania, la doctora Vázquez Hoys encabezaba el Panteón femenino romano en Hispania con Diana. Ella fue, según esta autora, la primera divinidad femenina del Panteón hispanorromano, y esta preeminencia hizo que se planteara la problemática de su culto y las posibles causas de su protagonismo en la religiosidad hispano-romana. Además, el doctor Poveda Navarro ha estudiado los diferentes factores de la religiosidad prerromana en el S.E. peninsular. La coincidencia de las investigaciones y deducciones de estos profesores en sus conclusiones ha sido el origen de esta Comunicación compartida, así como el estudio de la Dra. Fernandez Uriel sobre Venus.

PLANTEAMIENTO PREVIO

En este trabajo se plantea la evolución de las ricas y diversas personalidades de estas diosas en el antiguo Próximo Oriente, hallando su génesis en las antiguas civilizaciones que allí se desarrollaron, siguiendo su evolución hasta la cultura clásica, así como su posible papel como divinidades funerarias en diferentes fuentes hispanas.
Tanto Venus-Afrodita como Artemis-Diana, aunque no perdieron nunca su carácter oriental, vieron su culto matizado y envuelto de helenismo e incluso de latinismo. Ello debió proporcionar a sus ya ricas personalidades unas atribuciones y un carácter complejísimo, que vino a complicarse en el suelo ibero, tema estudiado por el doctor Poveda Navarro, coautor de esta comunicación.

LOS ANTECEDENTES PRERROMANOS

Según sus estudios, las referencias a divinidades prerromanas de Hispania son escasísimas y pocos son los nombres que de las mismas se han conservado, circunstancia que podría tener su explicación en la rápida asimilación de los dioses locales con otros de origen fenicio-púnico y griego, en primera instancia, y luego romano, como nos ilustra, por ejemplo, el caso de Astarté-Tanit-Iuno Dea Caelestis, Artemis-Diana, y Afrodita-Venus.

Las divinidades indígenas de la Península Ibérica hasta la romanización de ésta parecen ser el resultado de la transformación de las deidades locales, preexistentes, a consecuencia de la influencia de los dioses fenicios y griegos, por tanto de los cultos procedentes del Mediterráneo oriental.
Este proceso daría lugar al típico fenómeno de sincretismo entre divinidades de la Antigüedad, que en la península se manifestaría con la “interpretatio” ibérica de las alóctonas, principalmente orientales, que posteriormente derivarían en un segundo proceso similar, cuando Roma convirtió los territorios ibéricos en una de sus provincias. 

Desde al menos el Neolítico era conocida en todo el Mediterráneo una divinidad femenina predominante, que vagamente se ha denominado Diosa Madre, señora de la fecundidad, de la vida y de la muerte, del día y de la noche, de la Naturaleza, de la vegetación y de los animales, que la cultura feniciopúnica asociaba a su divinidad Astarté-Tanit, y la griega a Ártemis y Kore-Démeter, principalmente. 


Textos e imagens aqui elencadas e publicadas refletem minha crença, minhas opiniões. Assim peço sejam respeitados como tal. Lembremos que incorrer em desrespeito público para com assuntos desta índole pode derivar em ações legais.

Luciana Onofre

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)O(

“La Diosa que hay en mi, contempla a la Diosa que hay en ti”