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terça-feira, junho 07, 2011

Vivenciando a Ancestralidade



O Desafio Vivenciando a Ancestralidade é do Stregheria Prática.


De onde venho? Venho daqui, e dali. De muitos cantos como todos os seres humanos que habitam o Brasil.
Mas sempre há algo que emana mais chamadas, que acompanha o dia-a-dia.
A questão "Oráculos" é uma delas, que veio da minha mãe, que veio  antes dela.

De forma peculiar não empregamos os mesmos meios, ela lê as cartas de jogo, o baralho espanhol, a borra do café e as cinzas do cigarro. 
Eu sou declaradamente parte do Tarot e das Cartas Ciganas. 

Mas sem esse lastro, sem essa tendência, sem essa estrada que veio antes de mim, eu poderia apenas ser uma simpatizante do Tarot, ou uma consulente curiosa.

No entanto lidar com os Oráculos é algo tão necessário para mim, como o é respirar.

De mim para meus filhos passou também esse gosto, tendência ou carma, como queiram nomear isto.
Ela além do tarô, de forma espontânea desenvolveu interesse por ler as mãos. Ele, gosta de ver em manifestações da natureza "avisos", razões para algo que acontece ou de forma impressionante "relata" algo que ocorre no mesmo instante em que nos comunica "que sabe aquilo"; por ora relata fatos simples, coisas que acontecem em casa.

Outro meio oracular, que aprendi a empregar com minha mãe é a necromância, e para isto usamos a famosa Tabua Ouija, com respeito, e sempre "atendendo" um chamado persistente que por dias nos incita a usar esse sistema, e dito e feito: havia mesmo "alguém" precisando dizer algo, algo importante.
Logo, não é algo "corriqueiro", não é como dizer vou bem ali e já volto, esse evento se deu quando foi necessário. Apenas assim. 

Mas em suma, a lida com o devir, com previsões, com sistemas oraculares é algo que faz parte do meu universo desde pequena. Nunca encarado com medo, mistificações, preconceitos ou mazelas. É e pronto.

A Bruxaria? Também veio com ela, com minha mãe, ainda que ela quanto a isto sim tenha certo receio, quanto ao epíteto. 
Não veio dela com o caráter de credo, de sistemática religiosa, veio sim como magia, como mandinga, como proteção, como algo normal do viver dia pós dia.
Algo que também me acompanha desde criança, e que então se fez natural.

De onde veio antes dela? Perguntem a ela, aprendeu um bocado de coisas com ciganos, outro tanto com a mãe dela, outro mais com os índios da amazônia colombiana e brasileira, outro tanto com aquilo que jaz nas raízes brasileiras do sincretismo de credos que por aqui passaram e existem, outro tanto com a magia da minha terra, Colômbia...

E sobre a Luciana Bruxa, creio sabem bem como vivencio isso, e como meus filhos o fazem =)

Na verdade a proposta era iniciar o desafio dia 1º de junio, porém "más vale tarde que nunca".


Sempre grata,

Luciana Onofre

7 comentários:

  1. Que delicia de mãe! No meu caso, a Bruxaria pulou uma geração. Veio de vó para neto.
    Honrado seja o nosso Caminho, que trilhamos mais de uma vez!

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  2. Que povo encantado!! A coisa mais gostosa do mundo é ver os filhos seguindo os passos daquilo que temos de precioso *.*
    Uma benção de familia mesmo hein!!
    Muitos bjos!

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  3. Eu tive sorte tb... a coisa veio pelo meio paterno, mas vira e mexe eu me encontro em todos os 4 cantos da minha ancestralidade, tanto materna quanto paterna... e esse exercício de olhar em volta, me mostram como nossos Ancestrais estão em todos os lugares =)

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  4. Nossa, esse tema dava pra uma blogagem coletiva, né não?

    E que delícia saber sobre sua família e da onde vem tanto dom, parabéns!

    Isso de agregar conhecimentos, misturar tudo num liquidificador mental e criar algo só seu e familiar é realmente maravilhoso, espero fazer o mesmo com a minha família!

    Agora usar a tábua, nossssaaaaa, eu tenho medinho... Um dia quero usar, mas perto de vc! rs

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  5. É parte da proposta da Pi no blog do Stregheria Ky =)

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  6. Emanuel, Bruno, Pi, obrigada pela visita!!! Muito feliz me fazem!

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  7. Mesmo? Eita que eu não vi, nossa to precisando ficar um tempo a mais na net, rs. Fiquei com vontade de fazer, Tutu vai ter que deixar, rs.

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Luciana Onofre

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“La Diosa que hay en mi, contempla a la Diosa que hay en ti”