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sábado, março 05, 2011

fim de um tempo




Se é possível celebrar o fim de um ciclo e comemorar o inicio de outro, assim farei, sim é isto muito por inspiração de crenças de uma outra pessoa que emanou muito bem essa energia, o que é bom deve ser emanado, deve ecoar e incitar reflexão e ações... 

Fazer bom uso de pensamentos e falas pode e deve ser pauta, afinal quanto do mal dito e pensado é às pressas repetido? Por que não então encaminhar a energia em outro rumo e seguir o bem que outros emanam?

Este ano foi 95% positivo para mim, consegui finalmente ver acontecer muitas coisas que eu prezo, que eu valorizo, ser alvo de outras tantas que esperava a longo tempo, criar elos com quem se permitiu isso, avaliar e pesar relações, aceitar umas tantas como imutáveis, compreender que devo impor limites quanto ao nível de "acessibilidade" que permito haver de outros para comigo.

Essa acessibilidade é algo que pode ser delicado, isto no que tange aos demais, dizer não percebi é algo que me é necessário, estar sempre "à mão" quando se fazem as crises, [à mão para falar, ouvir, dar uma "forcinha", ler uma mão de cartas, interpretar desencontros, largar tudo e dar apoio], eu sei e constatei não é via de mão dupla, em minhas crises 5% das pessoas me dão o ombro, ou me perguntam se algo preciso.

Dentre as coisas que estão no quesito "aceitações" [quesito que foi muito, muito exercitado e confesso me deixou em paz profunda] há uma não aceitação que interpreto como ser fiel aos meus princípios, o de não ver como algo natural que se nutram sentimentos como ódio, raiva indômita, nojo, repudio por pessoas que jamais vimos, que conhecemos na estrada da net e que podemos ir ou não de encontro, porém dentro da minha perspectiva de valores, é pequeno e inaceitável emitir aos brados em salas reais ou não que odiamos fulan@, que sentimos raiva entranhada por sicran@, isso para mim é inaceitável... E ainda que possamos dizer quanto ao evento "pode ter sido um arroubo emocional sazonal", é inaceitável... 

Isso me é impossível gerenciar para contentamento de quem emitiu os brados, emanou o sentimento e de quem assim faz uso, mesmo que me seja uma pessoa querida [o choque mora aí: me é querida, porém nem sempre agora eu sei, o fui por ela] eu não conseguirei aceitar como normais tais atos.

Aprendi que nada, nada mesmo é certeza, nem seu status dentro daquele nicho laboral que você encarou por anos como algo com excelência na qualidade de trato ou na qualidade que você pensa possui aos olhos dos empregadores, aprendi isso, e com isso mudei eu o status quo dos meus índices da maldade, da maldade corporativista.  

As coisas deliciosas da vida, para mim pelo menos, foram expandidas neste ano, tive a possibilidade de poder delas usufruir, de PODER, coisa que me foi artigo raro largamente, esse poder simples, de saber "eu posso", mesmo que não se queira executar esse "posso", mas poder... Será que me faço entender?

A solidão, aquela que me é tão íntima continua sendo minha amiga, é nela e com ela que se tecem reflexões, que se fazem descobertas... as perspectivas são delineadas em bases sólidas.


As coisas mais leves e generosas se deram ao longo de cada mês desse ano astrológico que se despede, pessoas que motivo algum possuíam para serem gentis, o foram, ofertando amizade e confiança. 

É dádiva poder haver um recomeço, um instante de "muito prazer eu sou..." ainda que na linha do tempo os encontros tenham se dado há alguns anos, mas é dádiva poder recuperar, reescrever, descobrir o lado A de outra pessoa.

Percebi que se faz necessário e por que não dizer imperativo a Reciprocidade, saber pedir e saber dar, um sem o outro não funcionam, não comigo, não mais.

Assim o termo "gratuidade" lamento dizer morreu com o ano que se foi. Me é/foi penoso mutar nesse sentido, fui tempo suficientemente longo aquela que do nada desejava doar/dar, ofertar, agradar...

Deste item em particular advieram alguns instantes tensos "a dois", mudando o foco de certos pontos se muda o que nós cerca...

Aprendi a aquietar a mente em momentos de caos, a ficar quieta, esperar pela calma e aí sim agir... Com isso é claro muitas coisas saíram do lugar habitual, e considero deva ser complicado para os outros me enxergar com outra roupagem..

Algo que não sofreu alterações, que se firmou com mais solidez, é o valor que eu lhe dou ao que é dito, à palavra, uma vez emitida ela não volta atrás, não pode ser destituída do que nela de emocional e mental foi imbuído, logo então eu valoro com cuidado o que digo, ouço, e dizem de mim ou não.

95% das coisas foram coisas boas... emoções e elos familiares foram restituídos.

95% das coisas foram apreendidas positivamente, e o saldo dessa dinâmica é ter compreendido que meu silêncio diz mais do que mil palavras, que calar e respeitar são o que eu sou. 
O que vier é lucro, apenas isso, pois manter minha integridade e sanidade mental e emocional está acima de qualquer coisa.

95% das coisas foram boas, a aprendizagem uma vez instaurada se move como um pequeno germe, cava fundo e muda ao hospedeiro...


Foi um ano bom.


Sempre grata,


Luciana Onofre

4 comentários:

  1. Fico feliz por ter compartilhado esse ano tão bom com vc!!! TA

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  2. É muito bom poder olhar pra trás e ver que o saldo foi positivo, né?!
    Dá mais ânimo pra seguir em frente...
    Beijocas

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  3. Eu tive uma impressão de que 2010 e o ano de Vênus foi um ano de realizar sonhos... e eu realizei vários... e fiz parceria com gente ótima, resolvi explorar coisas novas.

    E fico feliz que tenha te tocado de alguma forma. Obrigada, querida, por tanto carinho!
    Bjos mts!

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  4. Foi um bom ano, espero que este o seja também e que a trilha seja profícua em descobertas positivas!

    Gratidão a vocês meninas!

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Textos e imagens aqui elencadas e publicadas refletem minha crença, minhas opiniões. Assim peço sejam respeitados como tal. Lembremos que incorrer em desrespeito público para com assuntos desta índole pode derivar em ações legais.

Luciana Onofre

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“La Diosa que hay en mi, contempla a la Diosa que hay en ti”